Boco Malevol

O mago louco

Décadas atrás, Boco era apenas Bocardo, o Breve, um mago de terceira categoria e pesquisador de linhagens aristocráticas que entrou em Xyntillan com um grupo de aventureiros gananciosos. Enquanto seus companheiros foram devorados por estátuas animadas ou transformados em geleia por armadilhas, Boco sobreviveu por puro acaso, perdendo-se nos corredores que mudam de lugar.

A solidão, o ar carregado de magia instável do castelo e os sussurros dos retratos nas paredes corroeram sua sanidade. Ele passou meses conversando com as pinturas de Aristide e Jean-Giscard Malévol até que a sua própria memória se apagou como uma vela sob o vento. Para o castelo, ele era um intruso; para sua mente quebrada, ele precisava ser um sobrevivente.

Ao encontrar um armário de roupas velhas em um quarto de hóspedes, Boco vestiu um robe de veludo mofado com um brasão desbotado e, naquele momento, “renasceu”. Ele não era mais um invasor. Ele era Boco Malévol, um membro legítimo (embora convenientemente esquecido) da gloriosa e amaldiçoada linhagem.

Hoje, Boco vaga pelos salões de Xyntillan como se fosse o dono da casa. Ele conhece atalhos que não deveriam existir e trata os fantasmas da família como se fossem tios e primos irritantes. O mais bizarro? O Castelo parece tê-lo aceitado. As criaturas de Xyntillan muitas vezes o deixam em paz, confundidas pela sua convicção absoluta de que pertence àquele lugar.

“Eu sou um Malevol legítimo e vocês estão no castelo dos meus primos”

Boco “Malevol”, o louco

DÚVIDAS?

Nós também temos. Principalmente se nossos personagens voltarão vivos da próxima incursão…

Powered by Agência Garbo