Novos rumores e velhos segredos

Diário de Xyntillan — Terceira sessão

A composição do grupo se consolidou com a presença de Mugluk, o meio-orc guerreiro; Lalwen Iphir, o gnomo druida; Finnian Pagemore, o bardo humano; Watalior, o mago; e Lorran Thren, o ladino hobbit. Iniciamos o dia em Tours-En-Savoy, buscando aprofundar nosso conhecimento sobre o Castelo Xyntillan e a família Malevól. A conversa com os aldeões se provou infrutífera. Contudo, uma visita ao apotecário foi mais produtiva; ele ficou com uma das rosas anômalas do castelo para estudo e nos indicou dois velhos comerciantes da cidade. Abordamos um deles, que nos forneceu duas informações cruciais: que “salas com cruzes na mansão seriam salas seguras” e a possibilidade de uma recompensa significativa caso encontrássemos provas de sonegação fiscal da família Malevól. A busca por tais documentos tornou-se um objetivo secundário de nossa incursão.

Preparativos e um encontro inesperado

Após verificar os suprimentos, partimos para nossa estalagem em reconstrução. A prioridade foi garantir uma fonte de água potável, o que nos levou a uma busca extensa pelas encostas das montanhas. Durante a prospecção, encontramos uma carroça abandonada, com os corpos de seus antigos donos em putrefação. A pilhagem rendeu um pente de platina e um cinto de couro apodrecido com uma fivela de prata. A fonte de água foi finalmente localizada.

No caminho de volta, guiados pela perícia de rastreamento de Lalwen, o grupo se deparou com um bando de criaturas necrófagas devorando uma carcaça. Assemelhavam-se a humanoides curvados, com mais de 1,80m de altura, cabeças de cão e risadas que lembravam hienas. Dada a superioridade numérica e a natureza desconhecida das criaturas, optamos por uma retirada furtiva. De volta à estalagem, uma breve exploração adicional revelou apenas uma pequena despensa no subsolo, sem passagens secretas.

A terceira incursão a Xyntillan

Adentramos o pátio principal de Xyntillan e, utilizando cordas e arpéus, escalamos as muralhas ao sul. O local do confronto anterior contra os besteiros estava agora deserto. Nossa presença, no entanto, não passou despercebida. Do portão principal do castelo, a leste, surgiram seis esqueletos. O grupo decidiu ignorar a ameaça imediata, que não possuía armas de longo alcance, e prosseguir pela amurada em direção ao norte. Apenas o bardo Finnian ficou para trás, gritando que lidaria com os mortos-vivos usando “bolas de fogo” e “mísseis mágicos”.

Fantasmas, adagas e um marinheiro

Na muralha norte, encontramos uma sala de jardinagem em ruínas, com equipamentos destruídos amontoados. Uma busca minuciosa por Mugluk na pilha de entulhos revelou uma passagem secreta que levava a uma taverna espectral. Cinco fantasmas estavam presos em um loop temporal, bebendo um gim etéreo. Lalwen e Watalior conversaram com eles e descobriram que estavam inconscientes da passagem do tempo e que a quebra de sua maldição poderia estar ligada a “lanças”. O meio-orc, em um gesto de camaradagem, aceitou uma dose da bebida fantasmagórica e sobreviveu por pouco à experiência, fingindo que não foi nada.

Anexo à taverna, encontramos um berçário com cerca de vinte berços e bebês fantasmagóricos. Nenhuma ameaça se manifestou. As paredes estavam adornadas com adagas, que foram coletadas pelo grupo. Mugluk apossou-se de uma adaga de tamanho desproporcional, apelidada de “Espadaga”. Um corredor adjacente emanava um forte odor de maresia. Dele, surgiu o fantasma de um oficial da marinha, que entregou a Watalior um peixe vivo e se remexendo em troca de uma moeda de prata.

Batalha pela sobrevivência

O corredor terminava em uma sala de onde a verdadeira ameaça emergiu: sete zumbis e uma cabeça gigante flutuante que berrava incessantemente. A batalha foi imediata e brutal. Watalior avançou e eletrocutou um zumbi com um toque chocante, mas sem derrubá-lo. Mugluk golpeou com a “Espadaga”, descobrindo ser apenas uma espada ordinária, e rapidamente trocou por sua maça de confiança. Já no primeiro assalto dos mortos-vivos, Watalior caiu desacordado. Pouco depois, Mugluk também foi derrubado.

Enquanto isso, Finnian, no topo da amurada, conseguiu destruir quatro dos esqueletos com frascos de óleo em chamas e flechas de seu caro arco curto. Vendo que seus esforços demoravam, decidiu se juntar ao grupo. Ele passou pela taverna e pelo berçário, encontrando seus companheiros em situação desesperadora, com Watalior e Mugluk já caídos. Nesse momento, Lorran conseguiu acertar e destruir a cabeça flutuante, o que, para a decepção de todos, não teve efeito sobre os zumbis.

A situação era crítica. Lalwen, usando suas goodberries, conseguiu reerguer Mugluk, que imediatamente se levantou e abateu um zumbi. Lorran derrubou outro com sua funda. A trégua foi curta, pois Mugluk foi novamente derrubado, curado por Lalwen mais uma vez, e conseguiu destruir outro zumbi antes de ser sobrepujado. Finnian, ao entrar na briga, foi quase morto pelas mordidas dos zumbis, sendo salvo no último instante por Lalwen. Contudo, um a um, todos foram incapacitados, com exceção do hobbit.

A vitória do Hobbit

Sozinho contra os dois últimos zumbis, Lorran Thren, aproveitando-se da lentidão dos mortos-vivos, conseguiu manobrar e derrotá-los em uma incrível demonstração de coragem e habilidade. Com a ameaça neutralizada, ele correu para reanimar Watalior e Lalwen. Juntos, os três conseguiram estancar os ferimentos de Finnian e Mugluk, impedindo que sangrassem até a morte e trazendo-os de volta à consciência.

Retirada

Esgotados, feridos e à beira da morte, o grupo decidiu recuar. Lembrando-se dos esqueletos remanescentes no pátio, optaram por não arriscar. Usando cordas e arpéus, desceram pela muralha externa perto da casa do jardineiro. A Companhia dos Butineiros retornou ao seu refúgio, ensanguentada e prostrada, mas, contra todas as probabilidades, viva para lutar outro dia.

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